23 de jan. de 2012

Yacøpsæ – Fuck Punk Rock.... This Is Turbo Speed Violence

Formado em 1990 na cidade de Hamburgo, Alemanha, o Yacøpsæ é um dos grandes nomes da anti-música mundial, com diversos splits, participações em coletâneas e 4 álbuns lançados (incluindo um cd discografia, com quase 200 músicas). Influenciados por bandas como Lärm, Electro Hippies, S.O.B. e Napalm Death, o grupo que é formado por Stoffel (Tumor, Flächenbrand) na guitarra e vocal, Emu na bateria e Frank no baixo praticamente foram os pais da insana mistura de grindcore com o powerviolence, resultando numa música extremamente rápida, sendo batizada pela banda como Turbo Speed Violence.

O álbum que vos apresento hoje foi o primeiro full lançado pela banda, gravado em Outubro de 1997 no Tank Records Studio e lançado em 1998 pelos selos alemães Anomie Records e Rødel Records, o álbum intitulado "Fuck Punk Rock.... This Is Turbo Speed Violence", apresenta  21 músicas em 21 minutos. O álbum serve apenas de prévia para o que viria a se tornar o Yacøpsæ dali em diante, deixando o som cada vez mais rápido e insano, pode-se dizer que dos 3 álbuns da banda este é o mais "lento" deles.

O álbum começa com uma vinheta para logo em seguida ser rasgada pela guitarra de Stoffel, dando início a desgraceira que segue daí em diante. Todas as músicas são bem diretas, quase que sem introdução, já entrando direto vocal/guitarra/baixo/bateria de uma só vez e com poucas variações durante as músicas, todas as letras são cantadas em alemão, assim como os nomes das músicas que também são em alemão, fato que deixa o som dos caras ainda mais peculiar.

O álbum é simples, mas completamente matador! A banda conseguiu fazer um som rápido, bem executado e ao mesmo tempo simples, mas sem cair numa mesmice barulhenta, e depois desse álbum a destruição foi cada vez maior, os caras ficaram cada vez mais desgraçados e tocando cada vez mais rápido! Enfim, se você curte uma boa desgraça sonora e bandas como Lärm, Fuck On The Beach e S.O.B., com certeza vai gostar dessa desgraça!

Tracklist:

Schizo
Athe(chr)ist
Matador
Zwei Versuche
Yvonne (Ein Trauerspiel)
Memories Of Tomorrow
Grau In Grau
Blind
Noch Mehr Gestörte
Fratze
Dekadenz
Zirkus Der Gestörten
Denken
Zu Schwach
Leer
Kein Schöner Land
Verkrustet
Helden
Hölle
Sucht Bleibt Zucht
Wie Geht's

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21 de jan. de 2012

Extortion - Sick

De origem Australiana, mais especificamente em Perth no ano de 2004, trago nessa postagem a banda Extortion, formada atualmente por Brendan, Dan, Dean, Jay e Rohan trazem consigo uma grande influência de bandas como No Comment, Infest, Lack of interests e flerta vez ou outra com levadas Thrashcore que surgem entre o constante turbilhão de velocidade e agressividade que vem como marca registrada da banda!

O Álbum que disponibilizo aqui é um 12" lançado no ano de 2007 intitulado "Sick" lançado pela Deep Six Records e pela Common Bond Records na sua versão Australiana, gravado no estudio Bergerk por Dr Alien Smith, na minha singela opinião é o melhor material que a banda lançou até hoje, é enérgico e intenso todos os sons são muito bem executados e estruturados, passando da caracteristica velocidade, por passagens D-beat e quebradas muito bem colocadas entre alguns riffs insanos aliando tudo ao vocal desesperador formando um casamento perfeito entre agressividade e precisão! Diferente da maioria das bandas do genero não há muita abertura para levadas Sludge, que acaba surgindo apenas em três sons, "Body Failure", "Bedridden" e "Rot", se quiser um prévia dou recomendação especial a faixa de entrada "H5N1"

Outro ponto interessante são as letras desse álbum, todas são focadas no vírus H5N1 onde a banda descreve todos os estágios... da infecção, febre... sintomas, até chegar ao até o inevitável fim ("Last Breath", "Rot")!... Ah! destaque também a ilustração de capa, que pra min é um das mais fudidas de todos os tempos em se tratando de álbuns de Hardcore/Punk!

Podia passar horas falando dessa banda e de suas qualidades, "Sick" é o álbum que mais tenho escutado ultimamente e isso não é a toa...

Tracklist

H5N1
Infection
Wake Up Fucked
Phone In Sick
Overrun
Fever
Defensive
Vomit
Medication
Delusional
Bedridden
Losing Battle
Body Failure
Last Breath
Rot

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19 de jan. de 2012

Infest - Slave

Mais um clássico! Pra quem AINDA não conhece, o Infest foi meio que a junção do som do SSD com a linha de vocal do Youth Of Today (não curto nenhuma das duas bandas, mas a influência é claríssima) adicionando uma velocidade e peso extremo com letras curtas e diretas que apresentavam fortes críticas contra a sociedade e seu "american way of life", talvez tenha sido a banda de powerviolence mais hardcore de toda a leva de bandas da primeira onda.

Já havia postado anteriormente um álbum ao vivo deles, e bom, se você gostou do que ouviu ali, com toda certeza gostará ainda mais do que vai ouvir neste álbum! O Infest é uma daquelas bandas que é praticamente impossível não gostar, ainda mais quando se gosta de música rápida e não se gosta de muita coisa que se vê ao redor.

"Slave" foi o primeiro álbum da banda (antes já tinham lançado uma demo e um EP 7'), gravado em Junho de 1988 e lançado pouco tempo depois pela Off The Disk Records (e relançado pela Deep Six Records e Draw Blank com capas diferentes da versão original), o disco é uma verdadeira aula de powerviolence antes mesmo do estilo ter sido "batizado"! São 18 músicas em 20 minutos, todos os sons são curtos, carregados de peso e casando perfeitamente as letras com o vocal nervoso de Joe Denunzio. O cd é recheado de clássicos, impossível ouvir e ficar indiferente a tanta raiva jorrando das caixas de som, destaque para "Sick-O", "Mindless" e grande clássico "Where's The Unity".

Bom, não há muito o que falar quando o álbum é um clássico como é o caso de "Slave", então, apenas clique aí no download e assim que terminar de baixar, já aumente o som e se prepare pra pancadaria sonora!

Tracklist:

Break The Chain
Pickled
Sick-O
Plastic
Mindless
Which Side?
V.Y.O.
Where's The Unity
Screwed
Machismo
The Game
Sick Of Talk
Iran Scam
Life's Halt
Slave
Head First
Sick And Tired
Fetch The Pliers

Download!

17 de jan. de 2012

Man Is The Bastard - Mancruel

Hoje trago a vocês mais um álbum do Man Is The Bastard, os grandes mestres da criatividade e experimentação em matéria de powerviolence!

O álbum (que deu origem ao endereço daqui do blog) da vez chama-se Mancruel e é uma coletânea que reúne 4 músicas do split com os veteranos do Capitalist Casualties (ainda estou devendo álbuns deles aqui) e 6 do split com o "quase desconhecido" Bleeding Rectum, mais 1 música inédita e 3 do Bastard Noise (banda/projeto de noise que conta com Eric Wood, Joel Connell e diversos colaboradores). Apesar de ser uma coletânea, considero este como um dos melhores álbuns da banda, as faixas do split com o Capitalist Casualties foram remixadas exclusivamente para este lançamento em cd, dando uma melhorada em alguns aspectos.

O álbum começa apenas com alguns "ruídos" do Bastard Noise e logo em seguida já cai em "Gourmet Pez", minha faixa preferida não só deste álbum, mas também da banda em geral, ótima letra e música ainda melhor, a faixa ainda conta com os vocais de Andrew Beattie (No Comment, Low Threat Profile, Dead Language), que divide os vocais com Eric Wood e Henry Barnes, não só nesta, mas em outras faixas também.

"Me And Hitler" é a faixa inédita do cd, e é perceptível a evolução da banda se compararmos esta faixa com as demais do cd, e ainda vale lembrar que essa música foi regravada recentemente pelo Bastard Noise em um de seus últimos trabalhos, o EP "A Culture Of Monsters", em uma versão bem diferente desta do Man Is The Bastard, ainda mais comprida e pesada, e cantada (esta versão do Man Is The Bastard é apenas instrumental). Outro ponto alto do cd chega com as faixas "Blinds" e "Foot Binding", também contando com a presença de Beattie nos vocais, essas são tambéms duas das músicas mais conhecidas do Man Is The Bastard;


Mais um pouco de Bastard Noise em "Center Piece" partindo para a curtíssima "Idget Child" já do split com o Bleeding Rectum, um aspecto interessante das músicas deste split é que elas são bem mais experimentais que as do início do cd (split com o Capitalist Casualties), com partes mais instrumentais, mais longas e cheias de efeitos bizarros, vemos tudo isso em músicas como "Kai Lai", "Infibulation" e "Man Is The Bastard", terminando com "She Boar", de apenas 7 segundos, para então encerrar a leva de músicas do split e fechar o álbum com mais uma do Bastard Noise em "Dahmer's Funeral".

Por fim, "Mancruel" é um ótimo registro do Man Is The Bastard, contando com algumas das músicas mais famosas da banda e também, algumas das melhores, uma ótima pedida para quem ainda conhece pouco destes mestres do powerviolence. "I say fuck your money!.Give us gourmet pez!"

Tracklist:

Atomic Clock
Gourmet Pez
Eunch (Reprise)
Me And Hitler
Feed The Octopus
Blinds
Foot Binding
Center Piece
Idget Child
Kai Lai
Son Of Thug
Infibulation
Man Is The Bastard
She Boar
Dahmer's Funeral

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16 de jan. de 2012

Spazz - La Revancha

Depois de um longo recesso, nada melhor do que voltar postando um grande clássico de uma das bandas mais respeitadas do powerviolence!

Acho que nem preciso comentar muito sobre o Spazz, anteriormente já falei sobre a banda, e hoje trago aqui o álbum que foi um dos grandes (senão o maior) divisores de água para o gênero musical e também para a banda. Gravado em 1995 e lançado (sabe-se lá o motivo) somente em 1997, o álbum contém 26 músicas em 23 minutos, pela primeira vez a banda fazia tantas experimentações em um mesmo álbum, fazendo assim, o La Revancha soar diferente de tudo que o Spazz já havia feito até então. O peso e a velocidade das músicas continuam em ótima forma, mas dando espaço até mesmo para flertes com jazz, tudo alinhado aos blast-beats de Max Ward e os vocais insanos dos 3 doidos da banda que dividiam os vocais em diferentes tons.

As letras já davam os primeiros indícios das críticas acidas contra a cena (aspecto que foi cada vez mais explorado após este álbum). Neste álbum talvez estejam as letras mais sarcásticas da banda (destaque para "Rasins Hate, Fear And Flower Power Violence" e "4 Times a Day"), em conjunto com as vinhetas utilizadas, filmes de kung-fu, samples de hip-hop e diversas outras viagens foram usadas nas vinhetas de início, encerramento e até durante as músicas. Para completar a inovação, a banda ainda chamou alguns músicos convidados para tocar instrumentos como saxofone, banjo, escaleta, entre outros.

Tudo isso fez com que a banda ficasse ainda mais conhecida como um dos grandes nomes do powerviolence e ainda, fazendo com que o álbum virasse um grande clássico do gênero, influenciando diversas bandas dali em diante (no Brasil, principalmente) e deixando seu nome imortalizado no powerviolence.

É o álbum mais famoso da banda mais famosa e o preferido de muita gente por aí, se mesmo assim, por algum motivo inexplicável você ainda não ouviu esse álbum, é bom deixar de dar mole e baixar isso agora, pode ter certeza que não irá se arrepender! Ah, e o álbum ainda fecha com um cover foda do Cryptic Slaughter, só pra informar os desavisados!

Tracklist:

WWF Rematch At The Cow Palace (Ahita Continua)
4 Times A Day
Desperate Throat Lock
Bobby's Jackpot Jamboree
Dewey Decimal Stitchcore
Swampfoot
C.I.A.
Camp Chestnut
No Shadow Kick
The One With The Goat's Got An Orgy Up The Sleeve
Bitter (The Execution Of A Chump)
Let's Kill Fuckin' Everybody
Sweet Home Alabama
Rasins Hate, Fear And Flower Power Violence
Climate Best
Urinal Cake
Drunkard Genaii
Sesos
Daljeet's Detonation
Turnbuckle Treachery
Backpack Bonfire
Don't Quit Your Day Job
Musica De La Roca
Coil Of The Serpent Unwinds
Golden Ess Stance
M.A.D. (Cryptic Slaughter)

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